Entre Véus Antigos: Onde o Olhar Aprende a Tocar
Onde o Olhar Aprende a Tocar
Um retrato onde o passado sussurra e o desejo aprende a ser lento.
Ela surge como um segredo antigo,
daqueles que não se contam —
apenas se guardam.
A luz não invade.
Ela se aproxima devagar,
respeitando cada curva,
cada silêncio do corpo.
Há algo nela que pertence a outro tempo,
onde o encanto não era pressa,
e o desejo não precisava se explicar.
Seu olhar não chama.
Permanece.
E nessa permanência,
ensina que sentir
é mais profundo que tocar.
Nada é exagero.
Nada é ausência.
Tudo é intenção.
Como fotografias envelhecidas pelo afeto,
ela não se consome com os olhos —
se contempla.
Porque algumas imagens
não pedem desejo imediato,
pedem memória,
tempo,
e silêncio.
.png)