Quando o Tempo Resolve Parar







 O sol ainda estava baixo quando ela decidiu descansar o mundo nos próprios braços.

A pedra fria contrastava com a pele aquecida pelo dia, e o silêncio era quebrado apenas pelo som da água — constante, quase cúmplice.

Não havia pressa.
Alguns momentos não pedem movimento, apenas entrega.

Com os olhos fechados, parecia ouvir pensamentos antigos, memórias que não pedem explicação. O vento brincava com seus cabelos como quem conhece intimidades, e o gesto simples de apoiar a cabeça na mão revelava algo raro: conforto em si mesma.

Ela não posava para ser vista.
Ela existia.

Entre o azul do céu e o brilho da água, havia uma mulher que sabia exatamente quando deixar o tempo passar… e quando fazê-lo parar.


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