Quando o corpo aprende
O dia não pediu pressa.
Fui eu quem trouxe.
Mas ali,
entre o que era externo
e o que pulsava por dentro,
o silêncio se apresentou.
Sentei sem expectativa.
Sem tarefa.
Sem urgência.
O corpo reconheceu o gesto
antes mesmo do pensamento.
Havia algo de seguro
naquele instante imóvel.
Como se o mundo dissesse:
agora, fica.
Não precisei entender.
Nem explicar.
O silêncio fazia sentido sozinho.
Respirei fundo.
E, pela primeira vez no dia,
não havia nada para alcançar.
Entendi que descansar
é permitir que a vida
encoste devagar.
Levantei com menos ruído por dentro.
Com menos peso nos ombros.
Com mais espaço.
Porque às vezes,
o silêncio não passa.
Ele escolhe ficar.
✨ Você tem escutado os silêncios que te visitam?
Alguns chegam para ensinar.
