Quando o corpo aprende






O dia não pediu pressa.
Fui eu quem trouxe.

Mas ali,
entre o que era externo
e o que pulsava por dentro,
o silêncio se apresentou.

Sentei sem expectativa.
Sem tarefa.
Sem urgência.

O corpo reconheceu o gesto
antes mesmo do pensamento.

Havia algo de seguro
naquele instante imóvel.
Como se o mundo dissesse:
agora, fica.

Não precisei entender.
Nem explicar.
O silêncio fazia sentido sozinho.

Respirei fundo.
E, pela primeira vez no dia,
não havia nada para alcançar.

Entendi que descansar
é permitir que a vida
encoste devagar.

Levantei com menos ruído por dentro.
Com menos peso nos ombros.
Com mais espaço.

Porque às vezes,
o silêncio não passa.
Ele escolhe ficar.

Você tem escutado os silêncios que te visitam?
Alguns chegam para ensinar.

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