Entre o que sou e o que descanso
Havia um intervalo
entre o que eu fazia
e o que eu sentia.
Não era falta.
Era espaço.
Sentei sem pedir licença ao tempo.
Deixei que o corpo escolhesse
onde repousar.
O mundo continuou girando,
mas ali,
algo decidiu ficar.
O vento tocava de leve,
como quem reconhece
uma antiga presença.
Não pensei em futuro.
Nem revisitei o passado.
O agora bastava.
Havia chão suficiente.
Silêncio suficiente.
Respiração suficiente.
Entendi que descanso
não é ausência de força.
É confiança.
É quando a gente para de lutar
contra o próprio ritmo.
Levantei diferente.
Não transformada,
mas alinhada.
Porque às vezes,
o maior movimento da vida
é aprender a ficar.
✨ Você tem permitido esses intervalos?
Algumas pausas também são caminhos.
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