Entre o que sou e o que descanso



Havia um intervalo
entre o que eu fazia
e o que eu sentia.

Não era falta.
Era espaço.

Sentei sem pedir licença ao tempo.
Deixei que o corpo escolhesse
onde repousar.

O mundo continuou girando,
mas ali,
algo decidiu ficar.

O vento tocava de leve,
como quem reconhece
uma antiga presença.

Não pensei em futuro.
Nem revisitei o passado.
O agora bastava.

Havia chão suficiente.
Silêncio suficiente.
Respiração suficiente.

Entendi que descanso
não é ausência de força.
É confiança.

É quando a gente para de lutar
contra o próprio ritmo.

Levantei diferente.
Não transformada,
mas alinhada.

Porque às vezes,
o maior movimento da vida
é aprender a ficar.

Você tem permitido esses intervalos?
Algumas pausas também são caminhos.

Deixe um like para Sarah

Postagens mais visitadas