Quando o mundo silencia, eu aprendo a ficar

 





Há dias em que o corpo fica,
mas a alma aprende a ir mais longe.

 

Eu não cheguei fazendo barulho.
Cheguei devagar,
como quem pede licença ao próprio coração.

O mundo seguia rápido,
mas ali,
o tempo resolveu sentar ao meu lado.

Não havia pressa,
não havia cobrança,
só o vento explicando coisas
que ninguém nunca me contou.

Aprendi que ficar quieta
não é ausência,
é escolha.

Que silêncio não é vazio,
é espaço.

E nesse espaço,
eu coube inteira.

Sem papéis,
sem personagens,
sem a obrigação de ser forte o tempo todo.

Apenas eu,
respirando mais fundo,
andando mais leve,
me pertencendo outra vez.

Talvez seja isso a liberdade:
não fugir do mundo,
mas aprender a ficar
sem se perder.

 

✨ Algumas coisas que me acompanham quando escolho caminhar devagar:
– Vestido leve para dias sem pressa
– Mochila minimalista que carrega só o essencial
– Tripé portátil para registrar momentos sem pedir ajuda

 

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